sbado, 17 Nov , 2018
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Cresci e Perdi

há 1 semana

Coragem, determinação e superação. Assim, amigos leitores, poderíamos resumir a história que vamos apresentar a vocês nas próximas páginas de Evidência. Esse exemplo verdadeiro de empreendedorismo vem de uma pessoa muito simples, que em menos de cinco anos se tornou uma empresária de sucesso aqui em Rio Pardo e em toda a região.

Enfrentando desafios diários, mas sem perder o entusiasmo e a vontade de vencer, ela despontou em um ramo comercial visto até com um pouco de preconceito no Brasil: os brechós infantis. E com muito, muito trabalho tem conquistado além clientes, famílias, principalmente mamães e vovós.

Já sabem de quem estamos falando? Sim, dela mesma, a empresária Elaine Alves e do Bazar Infantil Cresci e Perdi. Convidamos vocês, leitores, para conhecer tudo sobre essa, que é a rede de bazares, genuinamente rio-pardense, que mais cresce no Brasil.

Elaine fez questão de receber a equipe Evidência Revista, juntamente com seu marido, Lucas Baptistella e os filhos Francisco e Luana, além de seus colaboradores, em uma chácara em pleno domingo pela manhã.

A bela paisagem serviu de inspiração às fotos e para que a empresária, com seu jeito despojado e alegre, contasse mais uma conquista: a empresa Cresci e Perdi é a primeira franqueada de São José do Rio Pardo!

E já que estamos falando em novidades, a Cresci e Perdi, que possui lojas em Rio Pardo, Mococa, São João da Boa Vista, Guaxupé e Casa Branca inaugurou mais uma franquia e está prestes a inaugurar mais uma. Querem saber onde? Confiram na reportagem a seguir e inspirem-se!

TUDO COMEÇOU ASSIM...

Crianças perdem roupas e calçados muito rápido, isso é fato. E cada vez mais as mamães estão à procura por roupas de qualidade, com preços acessíveis, justamente por causa dessas perdas, o que leva a um consumo por peças quase mensal.

Foi assim que Elaine enxergou uma boa oportunidade para unir o útil ao agradável. Em 2012, quando estava grávida, ela, como a maioria das futuras mães, queria adquirir roupinhas de qualidade, porém com melhores preços. À época, ela morava em São José dos Campos e lá descobri uma loja que vendia apenas artigos infantis seminovos e de marcas muito famosas. E foi assim que fez o enxoval inteiro do seu primeiro filho, com roupas seminovas, de muito boa qualidade e excelentes preços, o que lhe gerou uma grande economia.

Mas, o que fazer com as roupinhas de bebê que perdia? Elaine passou a comercializa-las no próprio condomínio onde morava. O negócio começou a prosperar e, em 2014, quando voltou a residir em São José ela abriu a primeira loja Cresci e Perdi, toda especializada em compra e venda de seminovos infantis.

Com grande aceitação e ampla variedade em confecções de marcas como Carters, GAP e Tommy (importadas), Zara, Pituchinhu´s, Noruega, Malwee e Hering (nacionais), além de calçados Melissa, Asics, Nike, Adidas, e acessórios infantis seminovos, logo a empresária já começou a pensar em expandir os negócios.

AS NOVIDADES E O FUTURO DA CRESCI E PERDI

Agora que vocês já conhecem um pouquinho da Cresci e Perdi confiram, a seguir, as novidades para o futuro da empresa, contados por Elaine, na entrevista dada à nossa jornalista Natália Tiezzi Manetta. 

Você sonhava que a empresa pudesse crescer assim e, relativamente, em tão pouco tempo? Afinal, a Cresci e Perdi está no mercado há menos de cinco anos.

Elaine: Nem imaginava que isso pudesse acontecer! Na verdade, quando voltei a São José, em 2014, queria dar continuidade na comercialização das roupas seminovas infantis e, ao mesmo tempo, poder ter meu filho junto comigo. E foi exatamente isso que aconteceu: pude abrir a loja e levar meu filho no trabalho. O Francisco cresceu na loja, cujo primeiro endereço foi um pequeno espaço à rua Coronel Alípio Dias. Depois de um tempo e uma sociedade desfeita mudei a loja para o endereço atual, à rua Campos Salles. O início foi de muito trabalho e pouco lucro: nos dois primeiros meses tive dinheiro para comprar apenas um computador, mas não desisti, persisti!

Qual a cidade em que abriu a primeira filial?

A primeira filial foi em Mococa, inaugurada em 2015. Depois abrimos em São João da Boa Vista (2016), Guaxupé, (2017) e em Casa Branca no mês de abril deste ano.

Em que momento você decidiu franquear a marca?

A partir do momento em que a Cresci e Perdi começou a ter muita concorrência local. Era muita gente copiando! Aí pensei: ao invés de ter concorrentes, a empresa poderia ter parceiros. As pessoas que tinham interesse em abrir um bazar infantil estão tendo a oportunidade de adquirir a franquia Cresci e Perdi, com um nome já consolidado no mercado, além do apoio da empresa.

Quando você iniciou os trâmites para que a Cresci e Perdi se tornasse uma franquia?

Os trâmites legais começaram em 2015, seguidos de pesquisas e valores, que aconteceram em 2016, até chegar, de fato, à formatação jurídica, em 2017, que levou cerca de 1 ano e meio. Hoje temos orgulho em dizer que a Cresci e Perdi possui seu registro na ABF – Agência Brasileira de Franchising.

Qual o perfil de franqueados que a Cresci e Perdi busca?

Mães (que podem ser solteiras), casais com filhos, que tenham perdido o emprego e estejam em busca de uma nova oportunidade, avós, enfim, pessoas que tenham algum tipo de vivencia e convivência com crianças. Cada franquia possui, no mínimo, três colaboradores. E isso não quer dizer que o franqueado seja, necessariamente, o gerente da loja. Ele pode ocupar o caixa ou o atendimento, por exemplo. Na verdade, cada colaborador vai trabalhar na função que mais se destacar, nem que para isso a empresa tenha que contratar uma pessoa apenas para gerir o negócio. O mais importante é que o franqueado faça um bom trabalho, independente da função que ele desempenhe.

Como ser um franqueado?

Os interessados em adquirir uma franquia podem entrar em contato pelo telefone (19 9-9293-1199) ou vir pessoalmente à matriz aqui em São José (rua Campos Salles, 834) e falar comigo. A empresa Inova, de Campinas, com profissionais muito competentes e dedicados, proporciona todo o suporte para as franquias. As lojas são todas padronizadas e levam em torno de dois a três meses para que o projeto estrutural esteja concluído, sendo que esse tempo é utilizado para que o franqueado e colaboradores passem por treinamentos, também oferecidos pela Cresci e Perdi aqui em Rio Pardo. 

Quantos colaboradores a empresa possui atualmente?

São 37 colaboradores diretos, além de uma Agência de Propaganda e Marketing (Agência Couchê) e uma Assessoria de Imprensa (leia-se Natália Tiezzi Manetta).
Além do Bazar Cresci e Perdi, a empresa também está explorando o mercado de seminovos femininos com o Diva’s Brechó. Conte um pouco sobre essa experiência.
O Diva’s surgiu da oportunidade de as mães clientes do Bazar Cresci e Perdi também poderem desapegar e vender aquelas roupas que não usam mais. O esquema de vendas é o mesmo: avaliação dos lotes e pagamento feito na hora. Inclusive, a empresa está oferecendo, gratuitamente, aos futuros franqueados um Diva´s Brechó, que pode funcionar no mesmo espaço da franquia Cresci e Perdi ou em outro espaço, de preferência próximo à loja. 

Desapegar e ganhar dinheiro na hora. Esse é o lema de compra e venda da empresa. Isso fez com que as pessoas aprendessem a desapegar com mais facilidade?

Sem dúvida é um estímulo para as clientes, já que logo após a análise do lote elas podem optar pelo dinheiro ofertado, sem deixar nada em consignação, por exemplo.

Recentemente, a Cresci e Perdi lançou a campanha “Vender e Ajudar é só Começar”, cujo objetivo é o desapego e também proporcionar aos clientes a opção de ajudar entidades beneficentes da cidade. Como ela funciona?

A ideia é realmente proporcionar mais uma opção para que os clientes escolham o que fazer com os valores ofertados pelos lotes aqui na loja, pois algumas pessoas ainda têm muito preconceito com relação a vender peças de roupas e calçados usados. Se optar em participar da campanha, além de desapegar, o cliente poderá fazer uma boa ação doando o valor do lote, em espécie, para uma entidade beneficente. A Cresci e Perdi dará algumas opções de instituições para que o cliente possa escolher aquela que quiser colaborar. Os valores serão repassados diretamente na conta bancária das entidades, através de um aplicativo, mediante apresentação do CPF do cliente. Além do valor doado pelo cliente, a Cresci e Perdi também doará mais 20% equivalente ao valor ofertado para a mesma entidade.

 Vamos falar de futuro. Quais são seus planos?

Quero que a Cresci e Perdi alcance 100 franquias e que todos os franqueados possam viver plenamente com suas lojas. 

Você estimula seus filhos a seguir seu ramo profissional ou deixará que cada um escolha sua profissão?

Ambos praticamente nasceram e estão sendo criados nesta movimentação das lojas. O Francisco já dá sinais que gosta muito de fazer contas, oferece roupinhas para os clientes (risos). Já a Luana ainda é muito pequena. Não vou impor nada a eles, cada um poderá escolher a profissão que quiser, mas gostaria que eles se interessassem pela empresa.

Para finalizar, existe segredo para o sucesso?

A Cresci e Perdi conseguiu, ao poucos, mudar o conceito de bazar infantil, principalmente aqui em São José. Muita gente olhava com certo preconceito as roupas vendidas em brechó, mas desde que iniciamos o negócio tomamos o cuidado de sempre selecionar as melhores peças, passar por desinfecção, inclusive os acessórios infantis, além de trabalhar com excelentes marcas, com preços justos e acessíveis. Acho que tudo isso, aliado a uma equipe comprometida e dedicada, faz com que a empresa prospere. Não existe um segredo para o sucesso, existe trabalho!

Reportagem e texto: Natália Tiezzi Manetta
Fotos: Pedro Júlio Photografias


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